quarta-feira, 18 de novembro de 2009

QUADRO A QUADRO e Atendimento ao Consumidor

Quadro a Quadro foi o 1° fanzine que eu tive em minhas mãos. Na época eu nem sabia que isso existia: fanzine.

Eu estava no ponto de ônibus da rodoviária aqui em Joinville (minha época de 2° grau) e um rapaz do nada se pôs na minha frente e disse: “Tu é o cara do Martins Veras que faz quadrinhos, não é?! Pega isso aqui e dê uma olhada. Tu poderia fazer a mesma coisa.” (Não está errado, “tu” sem conjugação é a forma de comunicar do Joinvilense) – É claro que eu não confirmei de imediato, pois sou mais desconfiado que um gato, e fiquei de rodeios até perceber que ele estava interessado em promover o material e não com intenções malvadas, digamos assim, e confirmei ser o cara dos “quadrinhos”.

Eu tomei o fanzine em minhas mãos e o guardei. Estava bem curioso quanto ao material. Eu não lembro direito, mas acredito tê-lo folheado com cuidados no ônibus e depois com bastante calma em casa, sobre a mesa.

De início eu pensei que veria uma história em quadrinhos em formato de gibi caseiro como eu fazia, mas o que eu vi era totalmente contrário ao que eu conhecia em matéria de “revistinha” (era assim que se denominava aqui um fanzine, gibi ou algo do gênero); contudo, o material tinha duas histórias de uma página só e poemas, desenhos desconexos e material que mais se aplicava a cultura "punk” dos anos oitenta.


Eu não me desfiz do material, tanto que o tenho aqui para mostrá-los e dividi-lo com vocês para conhecê-lo.

Bem... agora vem uma parte que eu acho horrível nos doujins/fanzines ou seja lá o nome que queiram dar: contato!
Eu cansei de mandar cartas pedindo outros números e nada. Nem uma resposta de satisfação explicando mais ou menos assim: “eu desisti e não quero mais fazer fanzine” – NADA!

E pensa que é só com esse? Vários outros doujins atuais que eu pedi informação, alguns eu mandei até grana e nada. E se há uma coisa aqui que eu aproveityo par criticar é: RESPONDA QUANDO TE ESCREVEREM. Dêem uma satisfação! Coisa mais chata e angustiante é você ficar esperando uma resposta que nunca mais chegará.


Saindo totalmente da linha do Quadro a Quadro e falando de um fanzineiro que eu conheci no AnimeCon 2003 (o ano mais foda para nós: doujinshikás) eu havia comprado material dele e avisei que por correio compraria os demais números. Passou um semestre eu eu escrevi umas duas cartas e nada. Nem uma resposta pra dizer que havia desistido. Anos mais tarde, por intermédio de outra fanzineira (que tenho contato atualmente) descobri que ele havia casado e mudado de vida? (mudar de vida?) - Pô, não poderia ter informado isso para esse leitor aqui? Eu sempre tive essa preocupação e sempe respondi.

Depois os “futuros desenhistas” reclamam de mercado, de falta de oportunidade e de falta de um monte de coisa, mas não pensam na falta de vergonha na cara de honrar seus compromissos e seus contatos que haviam deixado em seus “doujinshi/fanzine”. Até a Denise Akemi não respondeu. E na época, eu havia entrado no página on-line dela, lido as instruções e, antes de mandar uma carta com dinheiro (pois já havia me dado mal), mandei uma carta pedindo informações sobre alguns fanzines dela que eu queria comprar. Adivinha: ela não respondeu.



Dali em diante eu vi que o mercado de quadrinhos no Brasil é uma droga porque seus produtores autônomos e guerreiros (mas nem tão guerreiros assim) dão completo descaso a uma parte muito importante: atendimento ao consumidor!

Bem... acho que não há mais o que se comentar aqui! O recado está dado!


Dominus tecum!

2 comentários:

  1. É, pois é.

    Além do descaso, o povo desiste muito rápido.

    Dos fanzineiros que começaram contigo em 2003, poucos continuam na ativa.

    Essa é uma triste realidade.

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  2. BOOMOM
    GOSTEI MUITO DESSE POST SÓ PORQUE EU APAREÇO
    E DAI DA UM BRRRILHO NESSE BLOG.
    AHAHAHAHAHAH
    SUPER HUMILDE.
    tbm foi bom te ver meeu querildo ^^


    Bjs ;*

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